sexta-feira, 10 de maio de 2013

E o joelho?

Este questionamento eu ouvi de um colega de trabalho, também corredor, quando disse que estava correndo descalço. Acho que eu mesmo teria feito esta pergunta há uns dez anos, principalmente diante de um troglodita de 100 kg. A minha resposta foi muito sucinta porque o elevador estava chegando e era fim de expediente. Disse a ele apenas que os únicas dores de correr descalço, pelo menos nesta fase de adaptação, eram  nas solas dos pés e que meus joelhos e quadris nunca estiveram tão bem. O olhar meio atravessado, desconfiado, transpareceu: o cara tá louco e é melhor concordar...
Na verdade a resposta completa seria: leia Nascidos para Correr e Barefoot Running Step by Step. Eu poderia repetir aqui toda a base teórica que sustenta esta insanidade, compulsória no meu caso, mas ficaria muito longo o post e talvez não explicasse nada. Resumindo: técnica de corrida descalça é muito mais gentil com o corpo, porque eu não tenho um naco de EVA pra "anestesiar" minhas solas e portanto, se eu bater com força vai doer na hora e não depois (depois também vai).
Li um post do Barefoot Josh (http://www.barefootjosh.com/?p=3489) que tem tudo a ver com a pergunta original: “E se você correr tão suavemente que não precise de tênis e se você correr tão suavemente que não precise de dias de descanso?”
Então para os que estão pensando na possibilidade tenham em mente que é possível pra qualquer um, de acordo com as suas limitações e com um tempo mínimo muito individual. Eu por exemplo, em 2 meses de transição corri minha primeira prova de 5km totalmente barefoot, sem andar em nenhum trecho e houve alguns que deu muita vontade de andar (asfalto choquito).
E podem ter certeza que com a técnica aprimorada, os joelhos nem vão ser convidados pra festa, quanto mais pra lavar a louça.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Apresentação, intróito, prólogo ou como queiram



      Estava pra escrever uma novela sobre meu romance com a corrida, mas pensei melhor e acho que este negócio de vai e vem, junta separa, ama e despreza ficaria muito retro e suporiam minha idade bem acima do real. Por isso quero apenas, em estilo sintético, dizer que já corri durante uns 6 ou 7 anos da minha vida, com muitos fins e recomeços. Sobre o meu peso e obesidade, o mesm o se aplica, sanfoneiro total. Há um ano e meio atingi o ápice, apogeu da merda com diria o Olavo Avalone Filho, 150 kg, hipertenso e incapaz de ficar 1 h em pé sem esmagar os membros inferiores e gemer de dor.  E destruidor de cadeiras plásticas e outros modelos de design charmoso porém  reprovados no teste de estresse de materiais.
Em 12 meses foram-se 50 kg, voltei a correr 6x  por semana e corri uma meia em 2h e 2’ em novembro. Durante o treinamento pra baixar esta marca (janeiro/2013), senti uma dor insuportável nos dedos do pé esquerdo: neuroma de Morton. Um mês inteiro sem correr, 3 médicos, muita pesquisa na internet e não tem cura, causa obscura. Testei diversos tipos de tênis, nada. Tirei os tênis e não senti dor?!! Comecei a correr descalço, loucura segundo alguns, pois eu peso 100 kg.  Não dei ouvidos e continuei tentando e aprendendo, já posso correr 30 min 4x por semana, mas só em asfalto bom ou quase.
Pode ser que dê tudo errado daqui a pouco e eu tenha que tomar outras decisões, mas não vou desistir, porque desde muito pequeno fui podado de todos os esportes por ser mais pesado que a média, ainda que em alguns eu conseguisse desempenho melhor que muitos magrelos e mostrasse sempre um compromentimento muito acima da média. Agora já não aceito censuras, internas ou alheias, depois de quase 40 anos acho que me conheço um pouco e não preciso mais me preocupar com a aprovação dos outros (viu mulher, to evoluindo hehehehe).
E se for pra perder, que seja lutando a boa luta. Correndo a boa corrida, a vida.