Estava pra escrever uma novela sobre meu romance com a
corrida, mas pensei melhor e acho que este negócio de vai e vem, junta separa,
ama e despreza ficaria muito retro e suporiam minha idade bem acima do real.
Por isso quero apenas, em estilo sintético, dizer que já corri durante uns 6 ou
7 anos da minha vida, com muitos fins e recomeços. Sobre o meu peso e
obesidade, o mesm o se aplica, sanfoneiro total. Há um ano e meio atingi o ápice,
apogeu da merda com diria o Olavo Avalone Filho, 150 kg, hipertenso e incapaz
de ficar 1 h em pé sem esmagar os membros inferiores e gemer de dor. E destruidor de cadeiras plásticas e outros
modelos de design charmoso porém
reprovados no teste de estresse de materiais.
Em 12 meses foram-se 50 kg, voltei a correr 6x por semana e corri uma meia em 2h e 2’ em
novembro. Durante o treinamento pra baixar esta marca (janeiro/2013), senti uma
dor insuportável nos dedos do pé esquerdo: neuroma de Morton. Um mês inteiro
sem correr, 3 médicos, muita pesquisa na internet e não tem cura, causa obscura.
Testei diversos tipos de tênis, nada. Tirei os tênis e não senti dor?!! Comecei
a correr descalço, loucura segundo alguns, pois eu peso 100 kg. Não dei ouvidos e continuei tentando e
aprendendo, já posso correr 30 min 4x por semana, mas só em asfalto bom ou
quase.
Pode ser que dê tudo errado daqui a pouco e eu tenha que
tomar outras decisões, mas não vou desistir, porque desde muito pequeno fui
podado de todos os esportes por ser mais pesado que a média, ainda que em
alguns eu conseguisse desempenho melhor que muitos magrelos e mostrasse sempre
um compromentimento muito acima da média. Agora já não aceito censuras,
internas ou alheias, depois de quase 40 anos acho que me conheço um pouco e não
preciso mais me preocupar com a aprovação dos outros (viu mulher, to evoluindo
hehehehe).
E se for pra perder, que seja lutando a boa luta. Correndo a
boa corrida, a vida.