quarta-feira, 17 de abril de 2013

Apresentação, intróito, prólogo ou como queiram



      Estava pra escrever uma novela sobre meu romance com a corrida, mas pensei melhor e acho que este negócio de vai e vem, junta separa, ama e despreza ficaria muito retro e suporiam minha idade bem acima do real. Por isso quero apenas, em estilo sintético, dizer que já corri durante uns 6 ou 7 anos da minha vida, com muitos fins e recomeços. Sobre o meu peso e obesidade, o mesm o se aplica, sanfoneiro total. Há um ano e meio atingi o ápice, apogeu da merda com diria o Olavo Avalone Filho, 150 kg, hipertenso e incapaz de ficar 1 h em pé sem esmagar os membros inferiores e gemer de dor.  E destruidor de cadeiras plásticas e outros modelos de design charmoso porém  reprovados no teste de estresse de materiais.
Em 12 meses foram-se 50 kg, voltei a correr 6x  por semana e corri uma meia em 2h e 2’ em novembro. Durante o treinamento pra baixar esta marca (janeiro/2013), senti uma dor insuportável nos dedos do pé esquerdo: neuroma de Morton. Um mês inteiro sem correr, 3 médicos, muita pesquisa na internet e não tem cura, causa obscura. Testei diversos tipos de tênis, nada. Tirei os tênis e não senti dor?!! Comecei a correr descalço, loucura segundo alguns, pois eu peso 100 kg.  Não dei ouvidos e continuei tentando e aprendendo, já posso correr 30 min 4x por semana, mas só em asfalto bom ou quase.
Pode ser que dê tudo errado daqui a pouco e eu tenha que tomar outras decisões, mas não vou desistir, porque desde muito pequeno fui podado de todos os esportes por ser mais pesado que a média, ainda que em alguns eu conseguisse desempenho melhor que muitos magrelos e mostrasse sempre um compromentimento muito acima da média. Agora já não aceito censuras, internas ou alheias, depois de quase 40 anos acho que me conheço um pouco e não preciso mais me preocupar com a aprovação dos outros (viu mulher, to evoluindo hehehehe).
E se for pra perder, que seja lutando a boa luta. Correndo a boa corrida, a vida.

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